quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Argélia





Guerra Civil na Argélia





Localizada no norte da África, a Argélia é a segunda maior nação do continente.Colônia da França por 132 anos, conquista a independência em 1962,após quase dez anos de guerra. Desde 1992 vive uma nova onda de violência por causa da oposição entre o regime militar e grupos fundamentalistas islâmicos, que querem implantar no país um Estado muçulmano.A guerra civil já fez mais de 80 mil vítimas.
Em 1987, a queda na cotação do petróleo leva o governo a cortar os gastos públicos, sobretudo nas áreas sociais. As medidas reforçam a pregação da Frente Islâmica de Salvação (FIS) por um Estado fundamentalista. O presidente é forçado a iniciar a abertura política. Uma reforma constitucional, em 1989, põe fim ao regime de partido único. A FIS vence as eleições locais, em 1990, e as gerais, em 1991, nas quais conquista 188 cadeiras no Parlamento, contra 43 dos demais partidos. A vitória iminente da FIS no segundo turno da eleição presidencial leva o Exército a dar um golpe de Estado. Em janeiro de 1992, Bendjedid renuncia, e a Presidência passa a Muhammad Boudiaf. O golpe tem o apoio velado do Ocidente - em especial, da França, maior importador do gás argelino. A decretação da ilegalidade da FIS e a prisão de militantes levam a uma onda de atentados que chega ao auge em julho de 1992, com o assassinato de Boudiaf. Ele é substituído por Ali Kafi, que decreta estado de sítio e condena o líder da FIS, Abbasi Madani, a 12 anos de prisão. Entre 1992 e 1995, a Argélia vive em clima de guerra civil, com o aumento da violência por parte dos militares. Em 1994 surge o Exército Islâmico de Salvação (EIS), vinculado à FIS, que também mantém relações com o Grupo Islâmico Armado (GIA). No mesmo ano, o ministro da Defesa, Liamine Zéroual, assume a Presidência.
Em 1995, Zéroual é eleito presidente sob acusação de fraude. Nas eleições de 1997, a Reunião Nacional Democrática (RND), coalizão que apoia o governo, obtém a maioria no Parlamento. Zéroual instala a Assembléia Nacional com representação pluralista, incluindo muçulmanos tradicionalistas, e dá liberdade condicional a Madani. A FIS anuncia então a ruptura com o GIA e defende uma solução pacífica para o conflito. Ex-agentes secretos acusam grupos paramilitares ligados ao governo de estarem por trás dos massacres - atribuídos oficialmente aos fundamentalistas. Em busca do diálogo com a oposição islâmica, o governo inicia em julho de 1998 a aplicação da lei que torna obrigatório o uso do árabe nas repartições públicas. A medida causa descontentamento na minoria berbere.
As eleições presidenciais de 1999 são vencidas pelo ex-primeiro-ministro Abdelaziz Bouteflika, da FLN, apoiado pelo governo. Em setembro, Bouteflika obtém 98,6% dos votos, num plebiscito, a favor da proposta de "concórdia civil", visando reintegrar em seis meses parte das forças islâmicas à vida política. Em janeiro de 2000, o EIS abandona a luta armada. Em fevereiro, Bouteflika afasta 14 generais contrários à sua política e, em agosto, indica Ali Benflis para primeiro-ministro. Mantém-se, porém, um cenário de violência, com grande número de chacinas, pelas quais o governo culpa grupos muçulmanos. A guerrilha islâmica, restrita ao GIA e a pequenas facções, continua sua campanha terrorista. Mas grupos paramilitares também agem. Como resultado, cerca de 2.500 pessoas são assassinadas no país em 2000, muitas vezes famílias inteiras, incluindo velhos e bebês. São mortos também 296 soldados e 210 policiais. Em dezembro, um grupo mascarado ataca um dormitório escolar e mata 15 estudantes e um professor. Em janeiro de 2001, 24 pessoas são chacinadas em duas casas vizinhas, entre as quais 16 crianças.









Em outubro de 2001, o governo anuncia que o tamazirte, língua berbere, será oficial no país, ao lado do árabe. É uma concessão à minoria berbere da Argélia - cerca de 25% da população - após meses de rebelião, com mais de 60 mortes. O povo berbere, originalmente nômade, habita o norte da África há milênios e se espalha por vários países. Sua língua é da família do egípcio e do somali. Na Argélia, os berberes se concentram na Cabília - região próxima ao litoral, que se estende do leste de Argel até a fronteira com a Tunísia.Os protestos começam em abril, após a morte de um estudante secundário nas mãos da Gendarmerie - polícia militarizada atuante no interior do país. Milhares de pessoas atacam postos policiais, queimam viaturas e invadem prédios federais. Em maio, o conflito se agrava, com choques de rua. Os manifestantes são sobretudos jovens, duramente atingidos pelo desemprego. A principal reivindicação é a retirada da Gendarmerie da região, mas também se exige o reconhecimento da língua e da cultura berberes e a adoção de um plano sócio-econômico de urgência. Em 21 de maio, meio milhão de pessoas protesta em Tizi Uzu. Em 14 de junho, mais de um milhão se reúne na capital e enfrenta a polícia, que bloqueia o acesso ao palácio presidencial. Até então inflexível, o governo começa a negociar, ao mesmo tempo em que, em julho e agosto, isola Argel para impedir manifestações. Mesmo com a proposta de oficializar o tamazirte, setores berberes criticam o governo e propõem manter os protestos.
Em meados deste ano a guerra civil da Argélia deu sinais de esgotamento. Após quase seis anos de conflitos os argelinos estavam saturados, exaustos, em desespero.







Colégio Brigadeiro Newton Braga.
Guerras Africanas-Argélia


Componentes:
*Daiane
*Jadiane
*Wallace



Um comentário:

História da Africa disse...

Vcs fizeram muito bem o trabalho. Parabéns! A nota é 9,0! beijos Andréa Aguiar.